24 abril 2017

O ponto

Chegamos ao ponto, minha vez de avisar que é aqui que eu desço. Essas coisas estranhas que nos fazem de moradia sem pedir permissão, me fez ter alucinações, pois só agora posso ver que você já desceu a muito tempo. Não, não era você ali do outro lado sorrindo para mim, eram apenas imagens cinematográficas que em movimento representavam as lembranças mais sutis de você. Eles nunca mentiram ao dizer que a verdade dói... dói mesmo. Minha vontade era voltar no tempo, e reviver tudo de novo. Meu maior desejo era voltar a acreditar que sim, que tínhamos tudo para dar certo. Vai ver tínhamos mesmo, mas parece que não dessa vez. O jeito é seguir, o jeito é seguir... seguir, é o jeito. Eu não queria seguir sem ti. Mas devo seguir sem ti. Dessa vez não vou ficar no ponto, vou a pé, sereno, com calma, sozinha. De pontos já bastam os fins. 

Um comentário:

  1. A pé. Como é maravilhoso guiar os pensamentos numa caminhada. Calma e contemplativa.
    Mais um ponto a seguir.

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