29 junho 2016

Devaneios


Como explicar esse afeto?
Como enfatizar a realidade que acontece dentro de mim?
Como atenuar esse sentimento sem deixar vestígios,
Rastros que comprovem sua existência.
Nesses  momentos de drama
Os quais só exergo meus erros
Tento aceitar o destino de todo poeta,
E arcar com as tristezas alheias aos ombros, solitário.
Tento, invento, edito, apago...
No fim das contas não sei o que se passa comigo,
Nem mesmo se posso controlar meus desejos.
O medo de viver uma grande utopia.
A repulsa de me privar do essencial.
O que se passa aqui dentro? Meu Deus! O que se passa?
É bem mais que uma historinha de romance,
Ou uma vivencia usual da juventude.
Não! Não, não, não...
Entender o que se passa aqui dentro,
É conhecer meu verdadeiro eu,
Que parece sentir-se envergonhado, pois não se mostra!
Não se expõe por inteiro, não me mostra! Por quê?
Já não basta o mundo e suas coisas?
Também me tornarei um mistério para mim?
Por quê?
São tantas as perguntas...
Nem mesmo me lembro do intento,
Que me levaram a digitar essas palavras.
Será que todo poeta se perde em si próprio,
E depois não consegue se encontrar?

2 comentários:

  1. Tal escrito representa-me por inteira.

    - Tento aceitar o destino de todo poeta,
    E arcar com as tristezas alheias
    Aos ombros, solitário.


    Ouço sempre sussurros que cantam, poeta não tem dono e nem sono.
    Ora em alerta.
    Ora em profundo sono.
    Ao se ver sozinho em mente.
    O coração aperta.

    ResponderExcluir
  2. Espero que sim... e também espero por este encontro.

    ResponderExcluir

Olá, marujo! Agradeço desde já pelo seu comentário, é muito legal saber o que acham das postagens. Não se esqueça de deixar o link do seu blog para que eu possa retribuir o comentário.