23 maio 2016

Pontos, traços, rastros



Os roncos dos motores que interrompem os sonhos
A buzina persistente que se ouve quando não é tocada
O correr, o tropeçar, os incontáveis degraus
O sol que tem seus raios bloqueados pela neblina

A cada dia vivido, a menina tem certa de sua origem
Fora feita para escalar árvores, andar de pés descalços
Mergulhar de olhos abertos feito peixe no rio
Sentir as palavras sussurradas pelo vento ao fim de tarde

Sente falta das despedidas do sol que lhe prometia "voltarei"
Ou do luar que conseguia iluminar seu quintal falando "te servirei essa noite"
E nem mesmo as belas luzes que ficam sob o solo de seu presente
Substituem aquelas que lhe cobria o céu

-JG

2 comentários:

  1. Cada um, desses dois ambientes, tem seu lado bom a ser absorvido. O fato é que de tanto absorver ambiente, no qual crescemos, também nos tornamos ele.

    Lindíssima poesia!

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    Respostas
    1. Bem isso... o preço de observar e absorver. kk'

      Obrigada

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