20 junho 2015

Malditos olhos



Maldita carência!
Que me faz pensar que todo ar é puro
Que qualquer água é limpa
Que todo alguém é tudo

Maldita solidão!
Que cega a minha visão
Que me conforta nos braços do estranho
Que aliena o pobre coração

Malditas palavras!
Que me aprisionam em paredes inexistentes
Que confunde alma, corpo e duvida
Que não me deixa seguir em frente

Malditos olhos!
Que faz-me sentir assim
Que me ganha e abandona
Que escolhe um destino por mim

-Júlia Gabriela

Ouvir - (Narciso Yepes - Romance, Jeux Interdits)

2 comentários:

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