14 janeiro 2015

Eis a Questão




Lembro-me, como se não fizesse tanto tempo
Eu ali com um brinquedo qualquer nas mãos
Correndo contra o vento

Sem dúvidas vivia uma aventura
Um piloto sem limites, um cientista biruta
Um astronauta em meio as luas

Se sentia uma lenda através da aquarela
Na bagunça se dizia artista
Sonhando ser como a moça da novela

Fui cozinheira, dentista e até bombeira
Cantora, baixista e guitarrista
Tudo não era o bastante para me sentir inteira

Fiz do espelho minha amada plateia
Era uma bailarina feita de passos
A cada descoberta uma nova ideia

Um atleta ultrapassando a fita
Um medico salvado vidas
Um detetive procurando pistas

A natureza já quis proteger
Me entregar aos livros
As leis defender

Veterinário, professor
Pediatra ou escritor
Químico e historiador

Tanto tempo havia
Pouco tempo agora há
Parecia que o tempo nunca iria me faltar

Uma escolha questionadora
Faz da simples pergunta
Uma interrogação assustadora

Já não sei o que sou, e o que devo fazer
Pois desejaria ser tudo
Mas tudo não posso ser

Quem me dera a solução
Ou uma orientação
Para enfrentar comigo a pior decisão

Mas é na tentativa que saberei o que ser
E desvendar o mais antiga questão
O que quero ser quando crescer?

2 comentários:

  1. É essa vidinha de estudante de terceiro ano... Engraçado que a gente sempre parece ter a resposta, mas no fim das contas não sabemos exatamente.

    Poesia divante!

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    Respostas
    1. Verdade... triste realidade viu kkk assustadooor u.u
      Obrigada Kate >-<

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