15 outubro 2014

A Pesquisa de Júlia - Episódio 4


"Uma luz vira uma sombra" -Nobody's Perfect (aqui)

Os raios solares atravessaram as cortinas do quarto onde Júlia dormia tranquila, até seu despertador tocar. Levantou bem humorada e agradecida por Matheus ter sido tão generoso com ela, logo, decidira a iniciar suas entrevistas para sua pesquisa ser concluída o mais rápido possível. Ela não pretendia ficar muito tempo ali.
 Pela manhã preferiu fazer um passeio pelo o parque da cidade, o que Matheus havia indicado quando os dois tomavam café juntos. Júlia andava com os olhos atentos, com sua câmera em volta do pescoço e seu caderninho nas mãos. Ela procurava algo que a encantasse, e foi então que avista-rá um casal apaixonados a bera de um lago onde havia dois ganços nadando. Sorriu e em seguida fotografou os dois de longe. Logo pensou em entrevista-los, mas teve medo de atrapalha-los, foi aí que avistou a garota se levantar e ir embora. O rapaz por sua vez continuou ali sentado olhando fixamente para a grama, imóvel, o que fez Júlia se aproximar. Ela sentou ao lado dele e abriu seu caderninho.
-Olá, eu sou a Júlia e gostaria de entrevista-lo para minha pesquisa. Poderia me ajudar?
O rapaz a olhou com tristeza nos olhos, e Júlia pode ver que ele sim precisava de ajuda. Mesmo assim, ele aceitou seu pedido.
-Do que se trata a pesquisa?
-Sobre o amor. Eu o vi com um garota e pensei que talvez um dos dois seria o ideal para entrevistar e...
-Me desculpa -A interrompeu -Acho que não poderei mais te ajudar. Aquela garota era importante para mim, mas agora não estamos mais juntos.
-Oh... Eu sinto muito.
-Não, fui eu que senti muito. Desculpe não poder ajuda-la, mas para fazer uma entrevista sobre o amor, é preciso acreditar que ele exista.
O rapaz simplesmente levantou e se foi, deixando Júlia sozinha e sem quaisquer resposta, apenas mais duvidas. Ela se sentiu triste por ele, ainda mais pelo o que ouvira. E ainda, coitada, ficara sem sua entrevista e não encontrara mais outro casal para questionar. Voltou para a casa do professor de filosofia com as mãos vazias, sua primeira tentativa foi um fiasco. Estava cedo mas o céu já havia escurecido, isso por causa das nuvens. "Vai chover" pensava quando guardava suas coisas. Júlia estava com as chaves de casa, já que Matheus saia cedo para trabalhar, mas para sua surpresa aquele dia, ele não havia saído. Ao entrar, o encontrou na sala com uma toalha enrolada em seu corpo, e secando os cabelos com outra menor.
-Pensei que iria demorar mais, como ficaram suas entrevistas? -Perguntou ele.
-Não consegui faze-las, mas não irei desistir. Inclusive, será que posso ficar mais um noite aqui?
Ele sorriu e logo olhou para ela, com um olhar diferente.
-Claro.
-Obrigada... Por que não foi ao trabalho hoje?
-Você não vê? Vai chover, não quero enfrentar isso e depois acabar resfriado. Como da ultima vez. Depois invento qualquer desculpa.
Júlia riu dele que se aproximou dela. Ela achou estranho e preferiu não comentar, apenas se afastou um pouco se sentando em uma cadeira pondo o caderno sobre a mesa. Ele parecia ter entendido, e foi para o quarto. Então, Júlia começou a escrever.
"O amor é frágil, tão frágil quanto petá-las de rosas. E assim como uma flor ele também morre, e quando isso acontece, milhares de sentimentos o destrói por dentro. O fazendo acreditar que nunca mais será capaz de cultivar outra rosa."
Assim que terminara, Júlia percebe a presença de Matheus, que volta até a sala, ainda secando o cabelo, mas agora usava um short.
-Você poderia me entrevistar, o que acha?
-Não havia pensado nisso, mas pode ser interessante.
Ela abriu o caderno e se posicionou para escrever, mesmo incomodada por ele novamente está próximo demais, ela continuou.
-Então, o que é amor para você?
Ele a olhou de modo diferente, e sem perceber Júlia o encarou, o fazendo acreditar em algo a mais. Em ato rápido ele tentou beija-la, e de certa forma havia conseguido pois se jogara em cima da garota com tamanha força. Júlia por sua vez, o empurrou.
-O que está fazendo?! -Ela gritou.
Ele não a respondeu, ao em vez disso, avançou novamente para agarra-la. Ela não entendia aqueles atos, apesar de parecer um bom homem Matheus agia como um primata. Entre empurrões e tapas Júlia corria pela casa fugindo daqueles braços. Não demorou muito para ele a agarrá-la novamente, e a pressiona-la contra seu próprio corpo apertando a cintura da garota. Júlia não pensou duas vezes, e o deu um tapa com tamanha força. Matheus a soltou com o grito, ficou vermelho de raiva e a encarou. Júlia já não pensava em mais nada.

2 comentários:

  1. ui! pega ela, matheus! eu gostei pra caramba do conto. e quero saber o que vem depois. achei que a julia iria gostar, mas to vendo que é osso duro. enfim, o que é o Amor? bjs

    gabryel fellipe

    ResponderExcluir
  2. Putz! Eu sabia que ia dá merda. Meu Deeeus, o cara quer estuprar a menina!!! Próximo capítulo prfv *------*

    ResponderExcluir

Olá, marujo! Agradeço desde já pelo seu comentário, é muito legal saber o que acham das postagens. Não se esqueça de deixar o link do seu blog para que eu possa retribuir o comentário.